Programação Setembro


Protocolo Elefante (SC)

Foto: Cristiano Prim

11 e 12/09 às 21h – Teatro Renascença
Ingressos: R$ 80 / R$ 40 (meia)

O espetáculo performático do Grupo Cena 11 – com mais de vinte anos de trajetória em Santa Catarina – propõe uma metáfora sobre separação e exílio a partir do afastamento e isolamento do elefante na iminência de sua própria morte. Com o acionamento do sentimento de vazio produzido pelo afastamento das familiaridades contidas no antigo ambiente e a assimetria de identidades do novo contexto como fio condutor, o espetáculo reflete sobre definições de identidade e pertencimento, levantando paradoxos entre esquecimento e novos futuros, num ritual de descontinuidade e vestígio, que entende identidade como entropia – grandeza que, na física, mensura o grau de desordem ou aleatoriedade de um sistema. A encenação coreográfica conclui o projeto homônimo do grupo, que teve início em 2014

Ficha técnica: Criação, Direção e Coreografia: Alejandro Ahmed / Criação e Performance: Adilso Machado, Aline Blasius, Edú Reis Neto, Hedra Rockenbach, Jussara Belchior, Karin Serafin, Karina Collaço, Kitty Katt, Letícia Lamela, Luana Leite, Marcos Klann, Mariana Romagnani e Natascha Zacheo / Direção de Trilha Sonora, Iluminação e Performance: Hedra Rockenbach / Assistência de Criação: Mariana Romagnani / Figurino, Assistência de Direção e Produção: Karin Serafin / Assistência de Ensaio e Preparação Técnica: Malu Rabelo / Elementos de Cena: Roberto Gorgatti / Sede: Jusc- Jurerê Sports Center / Duração: 90 min / Recomendação etária: 16 anos

Ranhuras

Foto: Adriana Marchiori

13 e 14/09 às 19h – Sala Álvaro Moreyra
Ingressos: R$ 30 / R$ 15 (meia)

A peça de dança contemporânea do Coletivo Moebius propõe uma reflexão sobre o que jamais deve ser esquecido para que nunca se repita. Representando as agonias e inquietações políticas comuns dos dias atuais, a peça é um pedido de afeto, um chamado à empatia e à coletividade, resultado de movimentos que reivindicam e reinventam formas de vida através da arte, demonstrando resistência através dos corpos incansáveis dos bailarinos. Projeções e trilha sonora ao vivo compõem mais um corpo em cena, dialogando com o elenco. A encenação começou a ganhar forma em 2018, quando o coletivo participou do espetáculo multicênico (De)Colagem – da obra de Luís Artur Nunes e Caio Fernando Abreu sobre o viaduto Otávio Rocha, no centro histórico da cidade.

Ficha técnica: Concepção e coreografia: Coletivo Moebius / Elenco: Luíza Fischer, Patrícia Nardelli, Priya Mariana Konrad, Renata Stein e Sahaj / Trilha Sonora: Coletivo Medula – Isabel Nogueira e Luciano Zanatta / Iluminação: Casemiro Azevedo / Projeção: Paula Pinheiro / Produção e Realização: Coletivo Moebius / Duração: 45 min / Recomendação etária: 12 anos

Das Amarras Dela

Foto: Sal Fotografia

14 e 15/09 às 21h – Teatro Renascença
Ingressos: R$ 30 / R$ 15 (meia)

O espetáculo de circo e dança aérea do Circo Híbrido – grupo fundado por Tainá Borges e Luís Cocolichio e que está completando 15 anos – aborda representações do feminino, trazendo à cena coreografias inspiradas em três movimentos de vanguarda: o balé romântico, a dança moderna e a dança contemporânea, com lindos movimentos aéreos em tecidos e círculos que movimentam a cena e impactam visualmente o público. A proposta é refletir sobre como, mesmo na arte, via potente de libertação, o corpo feminino esteve e ainda está submetido a padrões culturais e historicamente construídos, como os de comportamento, vestimenta e movimento

Ficha técnica: Concepção, Direção e Orientação Coreográfica: Tainá Borges e Lara Rocho / Elenco: Tainá Borges, Lara Rocho, Maílson Fantinel, Agatha Andriola, Simone Balestro, Mariana Kich, Larissa Liss de Andrade, Raquel Braun e Lívia Iglin / Iluminação: Mirco Zanini / Cenografia: Luís Cocolichio / Figurino: Clarissa Marchetti / Duração: 75 min / Recomendação etária: 14 anos

Ainda que seja noite

Foto: Cris Lima

17 e 18/09 às 21h – Teatro Renascença
Ingressos: R$ 30 / R$ 15 (meia)

O espetáculo que comemora os 25 anos de carreira de Sílvia Canarim – fundadora da companhia homônima de Flamenco e Contemporaneidade – tem como ponto de partida o universo poético do cantor espanhol Enrique Morente, artista que revolucionou paradigmas e trouxe referências pouco usuais ao flamenco, como a poesia de Miguel Hernández e Leonard Cohen, além de fusões musicais com o rock e a música oriental. Para chegar ao resultado final, a companhia desenvolveu uma pesquisa a partir do canto flamenco e sua voz dramática e carregada de carga expressiva, em um processo criativo que explorou também as temáticas mais trabalhadas pelo cantor, como a morte, a insanidade e a guerra. Com iluminação sensível, as artistas criam belas imagens num jogo de movimentos que contrastam com a trilha.    

Ficha técnica: Concepção e Direção Coreográfica: Silvia Canarim / Direção Cênica: Carla Cassapo / Interpretes Criadoras: Iandra Cattani, Michelle Richter, Paula Finn e Silvia Canarim / Trilha Sonora: Marcelo Fornasier (participação especial de Giovani Capeletti) / Iluminação: Fabrício Simões / Figurino: Ana Medeiros (criação) e Naray Pereira (execução) / Sonorização: Driko Oliveira / Produção: Cia Silvia Canarim – Flamenco e Contemporaneidade / Preparação Vocal: Bruno Cardoso / Duração: 45 min / Recomendação etária: 12 anos

Meierhold

Foto: Eugênio Barboza

17 e 18/09 às 19h – Sala Álvaro Moreyra
Ingressos: R$ 30 / R$ 15 (meia)

Homenageando dois célebres nomes da contemporaneidade, a montagem da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz – que completa 41 anos de fecunda trajetória – é uma livre adaptação de “Variaciones Meyerhold”, do dramaturgo, ator e psicanalista argentino Eduardo Pavlovsky. No centro da ação está o célebre ator, diretor e teórico russo Meierhold, cujo discurso inovador e revolucionário o transformou em um dos maiores pensadores do teatro mundial. A encenação é estruturada em fragmentos e alterna a ação entre pensamentos em voz alta e diálogos imaginários, lançando mão de diversas linguagens e recursos cênicos, num tom surrealista e com cenografia construtivista, falando de teatro e revolução, o que cai como uma luva no momento atual.

Ficha técnica

Direção e Adaptação: Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz / Autoria: Eduardo Pavlovsky / Tradução: Paula Branco / Elenco: Paulo Flores e Keter Velho / Iluminação: Clelio Cardoso / Trilha Sonora e Produção Musical: Johann Alex de Souza / Figurino: Keter Velho / Produção Audiovisual: Eugênio Barboza / Duração: 90 min / Recomendação etária: 16 anos

Margarida – pra você lembrar de mim (SP)

Foto: Bárbara Santos

20/09 às 19h – Sala Álvaro Moreyra
Ingressos: R$ 80 / R$ 40 (meia)

A peça é uma tentativa poética de dar vida à memória de Margarida Maria Alves, militante camponesa assassinada em 1983 por interesses políticos de latifundiários. Após perceber-se herdeira de uma tradição, a performer paraibana Luz Bárbara reconstrói a trajetória de Margarida em uma experiência compartilhada com o público de retorno à casa e ao túmulo da militante.

Ficha técnica:Concepção, Criação e Performance: Luz Bárbara / Colaboração: João Miguel e Chico César / Duração: 50 min / Recomendação etária: 14 anos

Elas

Foto: Jean Pierre Kruze

21 e 22/09 às 19h – Sala Álvaro Moreyra
Ingressos: R$ 30 / R$ 15 (meia)

A peça da Nós – Cia de Teatro aborda diferentes faces e papéis da mulher contemporânea na sociedade e traz, a cada noite, uma artista convidada. Na intenção de criar uma atmosfera de fantasia e sonho a partir da evocação da ancestralidade, arquétipos e signos, a performance teatral parte de imagens construídas pelas cinco atrizes que se identificam, se distinguem e se reconhecem em cena. Com pesquisa acerca da poética da performance, o diretor Everson Silva recria uma linguagem sensorial em que os sentidos se misturam: o som se transforma em ação e a fala acaba por confundir-se com a luz.

Ficha técnica: Direção: Everson Silva / Dramaturgia: Everson Silva, a partir do material criado coletivamente, com citações de “Desta Cor” de Fernanda Bastos (gentilmente cedida pela Figura de Linguagem) / Elenco: Kacau Soares, Leticia Kleemann, Paula Cardoso, Raquel Tessari e Val Barcellos / Produção: Pedro dos Santos / Trilha Sonora: Composição original de Maninho Melo (Jeff Mou) / Cenografia: Jony Pereira / Iluminação: Veridiana Mendes / Figurino: Letícia Brochier / Realização: Nós Cia. de Teatro / Duração: 50 min / Recomendação etária: 14 anos

Going Home – Voltando para Casa (Bélgica)

Foto: Emilie Jonet

20, 21 e 22/09 às 21h – Teatro Renascença
Ingressos: R$ 80 / R$ 40 (meia)

O delicado e verdadeiro espetáculo, com direção de Vincent Hennebicq, combina performance teatral com música e aborda questões pertinentes ao nosso tempo, como os direitos individuais, a equidade de justiça e o exílio. Acompanhado por composições originais ao vivo e vídeos filmados na Etiópia, a brilhante atuação de Dorcy Rugamba versa sobre a saga de um jovem etíope adotado por uma família austríaca que embarca em uma caótica jornada de volta à terra natal em busca de identidade, travando uma luta solitária e profunda a respeito de suas próprias raízes. Neste labirinto existencial, cheio de medos e sentimentos confrontantes, o personagem lança um grito de esperança à humanidade.

Ficha técnica: Texto e Direção: Vincent Hennebicq / Performance Michalak: Dorcy Rugamba / Banda: Vincent Cahay ou Maxime Van Eerdewegh (Piano e Bateria), François Sauveur ou Gilles Geenen (Guitarra e Violino) / Cenografia e Iluminação: Fabrice Murgia e Giacinto Caponio / Trilha Sonora Original: Vincent Cahay e François Sauveur / Vídeo: Olivier Boonjing / Figurino e Fotos: Emilie Jonet / Produção: Théâtre National Wallonie-Bruxelles / Co-produção: Festival de Liège, KVS / Apoio: La Chaufferie Acte-1 / Duração: 60 min / Recomendação etária: 12 anos

 3 x Rústica – Festa, política e poesia

Em tempos de incertezas e ataques à cultura, sem financiamentos nem festivais, sem eira nem beira mas com muita vontade, a Cia Rústica comemora seus 15 anos de trajetória com uma temporada tripla! Uma festa, pois na perspectiva das poéticas festivas desenvolvidas em tantos projetos, entendemos a festa como forma de negociar com a morte. Insistimos na vida, na arte, na cena e no teatro como estado de encontro.

Serão 3 espetáculos, dirigidos por Patrícia Fagundes, em duas semanas: de 26 de setembro a 6 de outubro de 2019, na Sala Alvaro Moreyra do Centro Municipal de Cultura de Porto Alegre (Érico Veríssimo, 307):

Desmedida Naichty Club
26, 27, 28 e 29 de setembro às 20h – Sala Álvaro Moreyra
Ingressos: R$ 15-R$50 (disponível no site https://desmedida.eventbrite.com.br/)


Uma comédia em clima de cabaré que celebra a diversidade e as desmedidas nossas de cada dia, questionando padrões sociais. O espetáculo explora a teatralidade ampliada da cena drag aliada a elementos mais intimistas. Em cena, o ator transforma-se em múltiplas personas, combinando música ao vivo, humor, depoimentos, pequenas histórias, reflexão e poesia. Através da arte, celebramos a vontade de viver, a alegria, o riso, a crítica e o amor como possibilidade de existência em tempos de ódio. Com Heinz Limaverde, luz de Eduardo Kraemer, trilha em cena por Kevin Brezolin.

Picadeiro Faz de Conta
De 28 de setembro a 6 de outubro, sábados e domingos às 16h
Ingressos: R$ 15-R$50 (disponível no site https://picadeiro.eventbrite.com.br/)

Uma montagem para toda família, jogos de imaginar para adultos e crianças. A peça celebra a brincadeira, a imaginação e a memória em um picadeiro onde tudo pode acontecer e todos podem ser o que quiserem. Brincando de “faz de conta”, os personagens Grandão, Faceira e Calma Leão nos convidam a inventar mundos e lembrar grandes artistas brasileiros. Histórias, rimas, canções, jogos, bambolês, teatro, referências pop e o universo circense compõem esse picadeiro sensível e agitado que propõe um encontro festivo com o público. Com Heinz Limaverde, Diego Nardi e Roberta Alfaya.

Boca no Mundo 
De 3 a 6 de outubro, às 20h
Ingressos: R$ 15-R$50(disponível no site https://bocanomundo.eventbrite.com.br/)

Um espetáculo de humor e poesia que pensa a história do Brasil entrelaçada com nossas pequenas histórias. Inspirado assim em histórias da vida e da arte, o solo celebra a palavra em cena expandindo fronteiras de nossas identidades móveis: migrações, referencias biográficas e teóricas, poesia e política. Raízes de um brasileiro descendente de imigrantes, andanças do presente e desejos de futuro. Quem fomos, quem somos e quem podemos ser. Abrir a boca e morder o mundo. Com Carlos Modinger.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s