CURA – I Mostra de Artes Cênicas Negras de Porto Alegre


CURA – Iª Mostra de Artes Cênicas Negras de Porto Alegre. 

Idealizada pelos artistas Silvia Duarte e Thiago Pirajira, a iniciativa oferecerá ao público um panorama das artes cênicas local. A CURA irá ocorrer de 02 a 07 de dezembro e dará acesso gratuito a toda à programação, composta por espetáculos de teatro, dança, música e performances interativas em plataformas de videoconferência,  apresentando um espectro diverso e plural de artistas que produzem sob as mais variadas linguagens e estéticas. A realização é da Coordenação de Artes Cências da Secretaria Municipal da Cultura. 

“A cura que pensamos tem a ver com os movimentos necessários para a evolução. Para a cura de uma ferida é necessário estancar o que consome a carne, cessar a dor e sua causa. Após, é necessário limpar, lavar e tratar com os unguentos, ervas, magias, feitiçarias: tecnologias ancestrais de cuidado e continuidade. Diante da cura o corpo fraturado se levanta e reconstitui sua dignidade no presente para a criação do futuro”, afirma o Manifesto da Mostra.

“A CURA – I Mostra de Artes Cênicas Negras de Porto Alegre surge em um contexto pandêmico, no qual as feridas que já existiam se ampliam e dinamizam”, afirma a atriz e produtora Silvia Duarte. “Nesse sentido, a iniciativa se insurge como o cuidado necessário para o fortalecimento da dignidade negra nas disputas artísticas cênicas. Um evento proposto por e para artistas negras e negros, com o intuito de celebrar e mapear as produções e os corpos que produzem o antídoto contra a doença colonial, por meio da arte”, complementa o ator e diretor Thiago Pirajira. para além de uma visão racista sobre identitarismo, se configura como um espaço de legitimação de novas narrativas no cenário artístico.

“Como diretor do Porto Alegre em Cena percebo a necessidade e, ao mesmo tempo, a impossibilidade de um único festival abranger com profundidade tantas questões urgentes, tantas vozes brilhantes, tantos pensamentos contemporâneos. Foi daí que surgiu a vontade de criar, em Porto Alegre, pela Secretaria Municipal da Cultura, um festival da cidade que reunisse uma programação que pudesse mostrar melhor a potência e a subjetividade de artistas negra/os brasileira/os”, justifica o coordenador de Artes Cênicas da Prefeitura Municipal de Porto Alegre, Fernando Zugno. “Estou muito feliz de poder, de alguma forma fazer, parte desse movimento e ajudar a realizar a mostra Cura. Que seja a primeira de uma mostra duradoura e anual”, comemora.

Mostra CURA apresenta em sua primeira edição as produções de artistas da cidade e de outros territórios do Brasil, marcando a presença e a potência nas Artes Cênicas da atualidade. Produções de artistas que discutem temas ligados às questões e desejos individuais ao mesmo tempo em que tocam e aprofundam questões de ordem coletiva, como a luta antirracista, o racismo, a fabulação de futuros positivos e a celebração da vida.

Teatro, dança, performance, processos híbridos, conversas, axé, ebós, dengos, organização, festa: tudo está posto ao mesmo tempo. As produções da Mostra CURA propõem pensar as contra colonizações cênicas e apontam modos futuros para os processos de criação. Um tempo pautado pelas experiências negras. 

FICHA TÉCNICA:

Direção geral e curadoria: Silvia Duarte e Thiago Pirajira
Produção: Juliano Barros e Túlio Quevedo
Assessoria de Imprensa: Silvia Abreu Consultoria Integrada de Marketing
Mídias e redes sociais: Daniele Rodrigues
Design gráfico: Aline Gonçalves
Audiovisual e streaming: Macumba Lab.

Registro Fotográfico: Josemar Afrovulgo

ESPETÁCULOS | PERFORMANCES

Dia 02/12, às 19h.  

A MULHER ARRASTADA (RS) – Sala Álvaro Moreira (Espetáculo presencial)

“A Mulher Arrastada” é uma montagem independente idealizada pelo seu autor, o dramaturgo Diones Camargo, em parceria com a encenadora Adriane Mottola (fundadora da Cia. Stravaganza) e a atriz Celina Alcântara (cofundadora do UTA – Usina do Trabalho do Ator), e que conta com renomados artistas de diversas áreas. Vencedora dos Prêmios Braskem Em Cena 2018 de Melhor Espetáculo e Melhor Atriz, esta elogiada peça-manifesto vem percorrendo importantes mostras das artes cênicas no Brasil e no Exterior. 

Dia 02/12/2020, dia Nacional do Samba, às 21h, Teatro Renascenç(Espetáculo presencial)

Ficha técnica

Direção: Adriane Mottola

Dramaturgia: Diones Camargo

Elenco / performers: Celina Alcântara e Pedro Nambuco
Iluminação: Ricardo Vivian

Trilha Sonora: Felipe Zancanaro

Duração: 50 minutos

Classificação: 12 anos

PÂMELA AMARO – LANÇAMENTO EP

Pâmela Amaro – Atriz, cantora, música e compositora porto-alegrense. Tem se destacado pelas criações autorais que abordam o feminino, o amor, as lutas insurgentes e a ancestralidade africana. Artivista e múltipla nos talentos, tem trilhado sua trajetória com dedicação ao teatro, à música e à afirmação das negritudes. Como atriz, elencou diversos espetáculos e performances, atuou em respeitados grupos teatrais, a citar, Usina do Trabalho do Ator (RS), Grupo Caixa Preta (RS) e Turma do Pé Quente (RS). No cinema, elencou o curta-metragem Fábula de Porongos, dirigido por Manuela Rodrigues Furtado. É co-fundadora do Sarau Sopapo Poético, importante movimento de produção e difusão da literatura negro-brasileira, desde 2012. Canta, compõe, toca percussão e cavaquinho nas Três Marias, grupo com o qual lançará o álbum Não se Cala.

Sinopse: A apresentação será com Pâmela no cavaquinho, acompanhada de músicos ao violão e percussão. Com Glau Barros, ela canta o partido Veneno do Café, enquanto conversa sobre a importância da mulher compositora no samba, sobre mulheres no samba e sambistas em Porto Alegre, bem como do processo de produção do EP.

Duração: 45 minutos

Classificação: Livre

Dia 03/12, às 19h.  

ENCANTO ZUMBI – Sala Álvaro Moreira (Espetáculo presencial)

Coletivo Montegente (RS)

O Coletivo Montigente vem desenvolvendo ações culturais e formativas a respeito das questões da história do negro no Brasil, por meio de um viés artístico e educativo de promoção e protagonismo de artistas negros. Em atividade desde 2011, na cidade de Porto Alegre, reúne atores, músicos e profissionais das áreas de marketing, pedagogia, sociologia e antropologia. Já apresentou diversos projetos culturais, entre os quais se destacam: – A Filha da Escrava (2013), Musical Encanto Zumbi (2015), Enquanto Ensaio… (2016), Senhora das Armas (2018), Quilombo Montigente.

Ficha técnica

Direção/Autoria/Adaptação: Gil Collares

Elenco / performers: Gil Collares, Daniel Braga e Cássio Machado

Iluminação: José Renato Lopes

Trilha Sonora: Gil Collares

Figurino: Fabrízio Rodrigues e Gil Collares

Duração: 50 minutos

Classificação: livre

Dia 03/12, às 21h

O MURO – Experimento cênico audiovisual (gravado) 

Denilson Tourino (MG)

Ator, mestre em Educação pela UFMG. Denilson Tourino atua em espetáculos com circulação nacional e internacional. Produtor cultural; idealizador e curador do Prêmio Leda Maria Martins de Artes Cênicas Negras de Belo Horizonte; curador do 8º Festival de Arte Negra, BH. Foi contemplado com Troféu Mês da Consciência Negra da Prefeitura de Contagem/MG; 2º Prêmio Educar para a Igualdade Racial (CEERT – SP/SP); Prêmio de Direitos Humanos e Cidadania do Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual (CELLOS – BH/MG).

Sinopse

Em cima do muro. De um lado do muro, do outro lado do muro. Segregado pelo muro. Reunido pelo muro. Derrubando o muro. Ou melhor, os muros. O trabalho performático “O Muro” foi elaborado por meio de estudos e vivências em negruras, diversidades, normatividades e hostilidades sociais. 

Ficha Técnica 

Atuação, concepção e edição: Denilson Tourinho. 

Filmagem: Camila Figueiredo.

Estilo: Experimento cênico audiovisual

Duração: 30 minutos

Classificação: 12 anos

Dia 04/12, às 19h 

P E Ç A – Sala Álvaro Moreira (Espetáculo presencial)

Rita Rosa Lende (RS)

Pesquisadora/artivista e performer que dialoga dentro das relações étnico-raciais, de gênero e sexualidade, sob a perspectiva das artes cênicas, da dança e da performance art. Graduada em Dança pela Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS) e mestranda em Artes Cênicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). É idealizadora da SEMA (Semente Atlântica) de pesquisa, produção e desenvolvimento contra-narrativo/hegemônico em dança, performance e expressividade para uma dança consciente. Dirige, coordena, produz e atua como facilitadora (professora de dança) coach de resultado na Plataforma BÁSKULA de descolonização da região do quadril e da sexualidade por meio da dança. Dramaturga da pesquisa/dispositivo cênico performativo Id.Percursos (2015), em curso, e coordenadora/idealizadora do Seminário de Dança Afro do Rio Grande do Sul (2016), em curso, junto com o Manoel Luthiery (UFPEL). Formada em Educação Somática (consciência da movimentação do corpo humano), atuou em diversos grupos de Danças de Matriz Africana e Afro Brasileira, tais quais como Ibeji de Cultura Yorubá dirigido por Idow Akinruli, AfroSul Odomodê dirigido por Mestra Iara Deodoro, entre outros grupos de culturas populares e de matriz afro-brasileira e indígena. Atuou como convidada em festivais internacionais de Artes Cênicas, como Porto Alegre Em Cena. Fez parte de coletivos e grupos de dança contemporânea. Bailarina há mais de 25 anos, formada pelo Grupo Experimental de Dança de Porto Alegre, turma de 2013. Coreógrafa e diretora artística do Grupo de Dança Corpo Sutil de Dança Contemporânea e Performance.

Sinopse: A performance P E Ç A consiste de ações fixadas em corridas pelo espaço, imagens do corpo em perfis distintos e duas sobreposições de imagens onde Rita Rosa, artista negra Sul/Brasileira propõe ao público uma maneira abstrata de entendimento sem tradução posterior ao que se percebe em cena. P E Ç A, é sobre o corpo com cor, o corpo humano e a/na arte contemporânea.  Performance que questiona a expectativa cultural lançada sobre o corpo da mulher negra em estado artístico poético. P E Ç A divide o corpo em pedaços, como um corpo mutilado socialmente pela estrutura do racismo, do machismo e da misoginia. P E Ç A traz uma corporeidade dividida em partes, reiterando a possibilidade única de uma marginalização e de um discurso de dor, P E Ç A evoca a subjetividade e a liberdade do corpo de uma mulher negra, que só quer ser/viver sua cor e sua liberdade de ser o que quiser ser de maneira literal. P E Ç A questiona “será que essa possibilidade existe”?

Ficha técnica

Direção: Rita Rosa Lende 
Autoria: Rita Rosa Lende
Tradução: João Kowaks de Castro
Adaptação: Rita Rosa Lende 
Elenco / performers: Rita Rosa Lende 
Iluminação: Carol Zimmer
Trilha Sonora: Rita Rosa Lende
Figurino: Rita Rosa Lende
Duração: 30 minutos
Classificação: livre 

Dia 04/12, às 21h

PERFORMANCE SASKIA – Macumba Virtual (Ao vivo / Plataforma Zoom) 

Saskia (RS)

Saskia é uma artista multipotente. No áudio e no visual, dialoga com as várias camadas da arte. No áudio: instrumentista, beatmaker, performer, cantora, compositora. No visual: diretora, roteirista, câmera, atriz, fotógrafa, desenhista. 

Suas composições intercalam gêneros e intensidades. Nessa versatilidade poderosa, apresenta beats acurados que embalam com exatidão letras sensíveis, ácidas, objetivas. Impossível defini-la em um único gênero musical. Abusa de samples, instrumentos e pedais, para cantar sobre assuntos íntimos e públicos. 

Suas performances no palco convidam a plateia a experienciar um tipo de transe. Envolve dança, movimentos e batidas intensas, enquanto reflete introspecção e poesia de sentimentos mais profundos. 

“Pq” é seu primeiro álbum de estúdio, lançado em 2019 pela QTVLabel, com suporte da plataforma de incentivo Natura Musical. Já trabalhou em lançamentos com os selos Hérnia de Discos e NoN Worldwide. Recentemente, incluiu no repertório a faixa “Desce”: participação com o produtor Sul-Africano Griffith Vigo. Na sequência, “Essa Daqui”, em parceria com RHR. Ambas, pela label mexicana Onda Mundial. 

Em 2020, Saskia mergulha no audiovisual de fato e entrega para o público a Rádio TV Salada, canal de conteúdos autorais, edições e readaptações. Na TV Salada, também estreia seu primeiro curta: “Outra Coisa.print” é uma obra documental. Mistura poesia, fotografia, música em registros de realidades atuais. Sua obra mais recente é o curta “Agora Já”, que compõe o acervo do projeto IMS convida, do Instituto Moreira Salles (SP). Também colaborou na QTV (RJ) com a Matrix Pirata. Saskia é integrante do coletivo de criadores negr_s, Turmalina (RS), faz curadoria na label de ghettotech ZonaExp e Projeto Anexo. Desenvolve pesquisa com a Ciranda do Gatilho, junto com Bernardo Oliveira e Negro Leo. Em agosto, transmitiu um set/peça visual para a coletividade Batekoo (BA), participou do projeto Fazedores de Beat, do SESC Interlagos.

Sinopse:

Macumba virtual – Dos desejos ao olhar, do olhar aos desânimos, evocando o poder maquinário de troca de dados, da energia transmutadora das conversas, surge Macumba Virtual, uma proposta interativa performática protagonizada pela multiartista Saskia. Especialmente criada para a IªMostra Cura.  O trabalho elabora o momento pandêmico, incertezas, real, ficcional, filme, teatro, performance, música, ânimo e cansaço. Uma busca pela presença desonline na nuvem de ideias enérgicas e ritualísticas que se escora no sinal de wifi. O que sou? O que você é? Personagem? Mentira? Verdade? Um encontro sincero e franco, repleto de acidez e provocações cênicas em um jogo do aqui agora. Minhocas adubam a terra. Você aduba o quê?

Ficha técnica:

Direção: Saskia

Elenco / performers: Saskia

Trilha Sonora: Saskia

Classificação: Livre

Dia 05/12, às 19h.  

SOBREVIVO – Sala Álvaro Moreira (Espetáculo presencial)

Rede Espiralar (RS).

A Espiralar !Encruza! é uma rede de artistas prestes a fim de borrar temporalidades e construir futuros em nosso presente. O grupo se articula a partir do processo de criação do espetáculo SobreVivo – Antes que o baile acabe, que estreou no ano de 2019 e teve a sua dramaturgia construída a partir das vivências do elenco. Buscou-se nesta obra a fricção das relações étnico-raciais na Capital gaúcha, destacando e potencializando saberes periféricos como as referências de matriz africana, do carnaval e do funk. O aquilombamento instituído com o espetáculo se estendeu para o ano de 2020, quando o grupo decide se apresentar como Espiralar !Encruza! e seguir fortalecendo vínculos, produzindo performances e ações artísticas em diferentes plataformas. Atualmente, o grupo está criando e participando de uma residência artística com a finalidade de explorar as potências imagéticas de corpos pretos na presentificação de futuros.

Sinopse: O teatro da revolução branca chegou ao fim. Bem-vindes à festa! O espetáculo SobreVivo – Antes que o Baile acabe é fricção de dançar em cima da estrutura e desmontá-la. Seis atrozes. O canto. O movimento. A poesia. Um relógio que está sempre correndo atrás de nós. Contra nós. Não há fôlego para didáticas. Acha mesmo que me intimida? Antes que acabe. Antes que o ponteiro marque os 23 minutos. Venha com seu charme, seu corpo, sua escuta, afinal o que você dançaria se fosse seu último baile?

Ficha técnica

Direção: Sandino Rafael da Silva Rosa

Dramaturgia: Espiralar, com trechos do texto intitulado A missão em fragmentos: 12 cenas de descolonização em legítima defesa, de EugênioLima.
Elenco / performers: Eslly Ramão, Cira Dias, Gabriel Faryas, Letícia Guimarães, Maya Marqz, Phill.

Iluminação: Silvana Rodrigues

Trilha sonora: Espiralar

Figurinos: Espiralar

Duração: 60 minutos

Classificação: 14 anos

Dia 05/12, às 21h

ENSAIO SOBRE A CEBOLA (Espetáculo virtual gravado)

Coletivo Notas Pretas- RS 

Valéria Barcellos iniciou a sua carreira profissional como crooner da Banda “Balança Brasil”, em 2000 até 2005, passando a atuar como vocalista, em carreira solo, a partir de 2005 até os dias atuais. “Roda de Viola” é o projeto que lançou a cantora nos palcos da Capital gaúcha, em 2005, e no qual ela permanece até hoje. O projeto existe desde 2000, contando com a voz de Valéria desde 2005. Como cantora, já dividiu palco com: ZAZ, Katy Perry, Maria Gadu, Toni Garrido, Cláudio Lins, Silvero Pereira, Lanh Lanh, Johnny Hooker, Simone Mazzer, Ava Rocha, Ekena, Tássia Reis, Verônica Valentino, Almério, Rita Benneditto, Linn da Quebrada, Não Recomendados, Ícaro Silva, Coletivo El Camiño, Mylena Jardim, Lucio Mauro Filho, Matheus VK, Batida Nacional, João Fênix, Zéu Britto, Patricia Mellody, Laila Garin, Filipe Catto, André Dias, Mulheres de Buço, Taís Alvarenga, Beatles Num Céu de Diamantes, Tom Karabachian e Elisa Lucinda (dentre muitos outros).

Sinopse: Ânia Ognion é uma mulher negra e trans à beira da loucura de uma crise existencial. A procura de tentar saber o que há de errado consigo mesma, analisa cada uma de suas “camadas” a procura de respostas. O espetáculo mostra anseios, desejos, e angústias dessa mulher além de mostrar e expor situações divertidas e ácidas.

Ficha Técnica

Direção: Valéria Barcellos
Autoria: Valéria Barcellos
Elenco / performers: Valéria Barcellos
Iluminação: Equipe Piquet Coelho

Trilha Sonora: Valéria Barcellos
Figurino: Jeffe souza
Duração: 75 minutos
Classificação: 16 anos

Dia 06/12, às 16h30 

ECNOLOGIAS DO SUL: VOLTEI A FALAR COM AS ÁRVORES / FRUTA DO FUTURO – Conferência performática com Mario Lopes (Brasil/Finlândia) e Anna Tjé (França) Local: Plataforma Zoom

Sinopse: O que é tecnologia? Quem detém a tecnologia? O que é tecnologia de sul? Como descrever uma tecnologia invisibilizada? Como tratar corpas/existências/corpos tecnológicas abafadas? O tratamento é um treinamento ou melhor um Re-treinamento. Consiste em reconectar com os conhecimentos e as tecnologias perdidas pela ocidentalização. Voltar a conversar com as árvores. Voltar a potencializar a ferramenta da coletividade. Como intersectar as nossas tecnologias com as tecnologias impostas? Reconectar com as árvores! “Tudo que me foi passado de forma subtil pela minha avó é real, não é fantasia ou mentira ou equívoco ou invenção – é tecnologia, e é real. Eu voltei a falar com as árvores!”

Ficha Técnica

Idealização: Mário Lopes 
Performers conferência: Anna Tjé e Mário Lopes
Curta-metragem “Tecnologias de sul – voltei a falar com as árvores”: Mário Lopes

Tradução ao vivo FR/PT: Maelys Meyer 
Realização: Veículo SUR
Duração: 50 minutos
Classificação: 14 anos

Mario Lopes

É coreógrafo e articulador/ gestor cultural. Coreógrafo integrante do coletivoDMV22, com as obras “VRUM(2009)”, “a cidade se move(2010)”, “vrumvrumzinho(2011)”, “ENTRE(2012)”, “TREPP(2013)”, “Movimento I, parado é suspeito(2014)”, performance “Keller(2015)” e o processo “Re_sistir_existir (2016)”.  Em outubro de 2016 iniciou o processo da coprodução coreográfica “ALBUM kodex_ feedback” com o coreógrafo mexicano Martin Lanz, que estreou no dia 20 de maio de 2017 no teatro HochX-Munique. Como gestor e articulador cultural, é diretor geral e uns dos curadores da plattformPLUS/ Munique e sócio executivo da HumaVida Produções/São Paulo. Desde 2015, faz parte da equipe de articulação/ curadoria do veiculoSUR, responsável pela gestão e produção da residência na Alemanha.

 Anna Tjé

É artista-pesquisadora transdisciplinar, baseada na periferia de Paris, que usa espiritualidade e ficção visionária para questionar noções de intimidade, trauma e resiliência dos corpos e experiências das mulheres negras, por meio de performance, vídeo, instalação e poesia. Ela cria espaços imersivos de celebração, onde temporalidades passado-presente-futuro se encontram com a mitologia em relação a várias formas de erotismo queer e narrativas familiares. Doutoranda no PhD in Practice (Viena, Áustria). Conduz workshops de escrita criativa com Atayé, coletivo co-fundado pela artista em 2016, focado em culturas, justiça social e futuro.

Dia 06/12, às 19h O FEMININO SAGRADO: UM OLHAR DESCENDENTE DA MITOLOGIA AFRICANA (Espetáculo virtual gravado) 

Afrosul Odomodê (RS)

Breve Currículo – Afro-Sul/Odomodê

O Instituto Sociocultural Afro-Sul/Odomode funciona como movimento de luta e valorização da cultura negra e do direito à livre expressão da pessoa humana. Desde 1974, abriga o Grupo de Música e Dança Afro-Sul, o Ponto de Cultura Odomodê, além de ser uma escola de formação artística e desenvolvimento da autoestima e valorização da cultura afro-brasileira, desenvolvendo um trabalho social com base na cultura negra.

O espetáculo O Feminino Sagrado: um olhar descendente da Mitologia Africana, sob a direção de Iara Deodoro, apresenta mulheres reais e situações do dia-a-dia, contadas por meio de lendas da mitologia africana.  Tendo como pano de fundo as narrativas das orixás femininas, as Yabás, Oxum, Iansã, Iemanjá e Nanã relatam as diversas faces da resistência da mulher, necessárias na vida contemporânea. Representadas em mulheres de carne e osso, as personagens enfrentam o machismo, como na lenda de Oxum, identificam o momento correto de apresentar sua força, virando búfalo, como na lenda de Iansã. Apresentam, ainda, as dúvidas sobre religiosidade e a importância da fé, presente na lenda de Iemanjá, e dificuldades e sofrimento da maternidade, expostos na lenda de Nanã. Mulheres reais e mulheres sagradas se fundindo no palco e dançando, como na vida. Um espetáculo atual, que reforça a sacralidade do feminino.

Sinopse: Sobre a direção de Iara Deodoro, o espetáculo O Feminino Sagrado: um olhar descendente da Mitologia Africana apresenta mulheres reais e situações do dia-a-dia, contadas por meio de lendas da mitologia africana. Tendo como pano de fundo as narrativas das orixás femininas, as Yabás, Oxum, Iansã, Iemanjá e Nanã relatam as diversas faces da resistência da mulher, necessárias na vida contemporânea. 

Ficha técnica

Direção: Iara Deodoro

Bailarinas:Thabata Ferreira, Carla Souza, Maria Da Graça Penha, Edjana Deodoro, Leciane Ferreira, Taila Souza, Taise Souza, Jaqueline Jesus, Fernanda Pereira, Camila Camargo, Gisele Mendonça, Mauren Martins, Deise Freitas, Leonardo Da Silva, Nathalia Dornelles, Miguel Rosa, Bruna Marcondes.

Bailarinos mirim: Murilo Deodoro, Ana Clara Martins, Enrico Baraibar, Isabela Martins, Lorenzzo Martins, Yasmin Souza, Marina Freitas, Pedro Henrique Freitas, Bruno Amaral, Alice Martins.

Trilha Sonora: Maestro Marco Farias.
Músicos: Janaína Caceres, Carine Brazil, Gustavo Vasques, Philipe Vasques, Paulo Romeu Deodoro 
Figurinos: Luiz Augusto Lacerda 
Iluminação: Paulo Renato Costa
Sonorização: José Derli Rodrigues 
Intérprete dos poemas: Camila Coronel
Poetas: Ana Dos Santos Poetisa, Isabete Fagundes Almeida, Jorge Fróes, Maumau De Castro, Nádia Lis Severo 
VjAugusto Santos
Fotógrafo: Bruno Gomes
Duração: 60 minutos
Classificação: livre

Dia 06/12, às 21h

(Espetáculo virtual gravado /plataforma do Youtube / Instagram)

DESENCAIXOTANDO CENAS NEGRAS (espetáculo virtual gravado) Grupo Caixa Preta (RS)

O Grupo Caixa-Preta é um dos pioneiros do moderno teatro negro brasileiro, formado por artistas negros, surgiu no cenário gaúcho em 2002, tendo, logo, se tornado um dos mais expressivos grupos de teatro do Rio Grande do Sul. Ao longo de sua trajetória o Grupo realizou os espetáculos: Transegun, de Cuti (2003), Hamlet Sincrético (2005), baseado na obra de William Shakespeare, o monólogo Madrugada, Me Proteja (2007), de Cuti, Antígona BR (2008), O Osso de Mor Lam (2010), do senegalês Birago Diop, Dois Nós na Noite (2010) e Ori Orestéia (2015), terceira parte da Trilogia da Identidade. 

Realizou, ininterruptamente, de 2006 a 2013, o Encontro de Arte de Matriz Africana, evento de discussão da arte afro-brasileira trazendo expressivos artistas e pesquisadores negros. Ainda publicou a Revista Matriz, propiciando reflexão e memória das artes negras. Em 2007 recebeu o prêmio Florêncio de melhor espetáculo estrangeiro no Uruguai, além de ter realizado apresentações na capital e interior do Uruguai e também em Ribeirão Preto – SP. Foi indicado ao Prêmio Açorianos nas categorias Melhor espetáculo, direção, figurino, trilha sonora, ator coadjuvante e atriz coadjuvante, tendo recebido o Prêmio RBS de Melhor espetáculo Juri Popular por “Hamlet Sincrético”. Em 2019 lançou o livro Hamlet Sincrético – Em Busca de Um Teatro Negro durante o Porto Alegre em Cena e realiza a performance Noite Sincrética.

Sinopse: Através da revisitação de cenas dos espetáculos Transegun, Hamlet Sincrético, Antígona BR e Ori Orestéia repensar a trajetória artística das atrizes recriando as cenas anos depois.

Ficha técnica

Direção: Jessé Oliveira

Elenco / performers: Vera Lopes, Adriana Rodrigues e Glau Barros

Duração do espetáculo: 30 minutos

Recomendação etária: 14 anos

Dia 07/12, às 19h

CORPOS DITOS (espetáculo virtual gravado) 

Grupo Pretagô (RS)

O grupo Pretagô é um quilombo de artistas que pesquisa identidade, inserção e representatividade das subjetividades negras nas artes da cena que surge em 2014 no Departamento de Arte Dramática do Instituto de Artes da UFRGS. No repertório do grupo, está Qual a Diferença entre o Charme e o Funk? (2014), Prêmio Açorianos de Teatro 2015 – Melhor Trilha Sonora; Prêmio Braskem em Cena 2018 – Melhor Espetáculo Júri Popular; AfroMe (2015), Prêmio Açorianos de Teatro 2016 – Melhor Produção, Prêmio Braskem em Cena 2016 – Melhor Espetáculo Júri Popular); Noite Pretagô (2017); Mesa Farta (2020). Em 2016, o grupo participou da ocupação artística do Projeto Usina das Artes na Usina do Gasômetro, oferecendo de forma continuada oficinas, saraus, leituras dramáticas, entre outras atividades. Em 2018, o grupo realizou o projeto Ocupação Pretagô e ao longo do ano produziu uma programação artística autoral e de artistas convidados de forma gratuita no Boteco do Paulista, localizado no Centro Histórico de Porto Alegre. Em suas apresentações, contabilizam-se mais de 10.000 espectadores na cidade de Porto Alegre.

Sinopse: “Existe um lugar onde estão reunidas todas as pessoas de grande potencial. Este lugar é o cemitério. Exumem as histórias das pessoas que sonharam grande e nunca viram esses sonhos se tornarem realidade. Exumem essas histórias”. CO​RPOS DITOS celebra discursos de pessoas negras. Um tratado de exaltação à vida, ao talento e as conquistas do povo negro, não celebrando unicamente pessoas de grande evidência, mas reverenciando também os corpos que não venceram e que tiveram sua história negligenciada e apagada. A partir da investigação de elementos que caracterizam a performance arte em acordo com a poética desenvolvida pelo Pretagô, os performers exploram imagens e áudios captados através de seus smartphones e criam cenas motivadas por um discurso escolhido por eles.

Ficha técnica


Direção: Bruno Fernandes e Silvana Rodrigues

Autoria: Pretagô, baseado em discursos de diversos autores

Elenco: Bruno Cardoso, Camila Falcão, Kyky Rodrigues, Laura Lima, Manuela Miranda e Thiago Pirajira

Trilha Sonora: João Pedro Cé e Vini Silva

Direção e edição de imagem: Marina Kerber – Macumba Lab

Fotografia: Anelise De Carli

Produção e Realização: Grupo Pretagô
Duração: 36 minutos
Classificação: 14 anos 

Dia 07/12, às 21h 

REVERB – Espetáculo Virtual Gravado Breve Currículo

Ellen de Paula

Ellen de Paula é atriz, professora, produtora cultural e pesquisadora. Mestra em Artes Cênicas pela Universidade Federal da Bahia. Idealizadora, diretora artística e curadora do “Dona Ruth: Festival de Teatro Negro de São Paulo”.

Gabriel Candido

Gabriel Cândido transita pela dramaturgia, direção, atuação, performance e produção. Idealizador e diretor artístico de Dona Ruth: Festival de Teatro Negro de São Paulo; Co-fundador do Núcleo Negro de Pesquisa e Criação (NNPC); Autor das peças “Socorro! Tem uma cidade entalada na minha garganta” (editora Letramento, 2019), e “Fala das Profundezas” (editora Javali, 2018); Diretor e roteirista do curta-metragem “Jardim Peri Alto em Cena” (2019).

Sinopse: Reverb é uma narrativa poética visual e sonora que aborda o que existe de real entre os corpos e o espaço que os cerca. De forma atemporal a polaridade dos corpos questiona significados, convida a descobrir o invisível e com ele o fator distorcido da relação espaço-tempo. Gestos tensionados, sons, texturas e diálogos imagéticos estruturam a peça fílmica. A cena inventada por Mario Lopes e Malu Avelar se transforma em jogos múltiplos incorporados em seus corpos, os quais também falam. A criação dos movimentos faz apelo a várias percepções sensoriais. O que move esses corpos? O que não se pode dizer em palavras?

Ficha Técnica

Direção: Ana Paula Mathias

Coreografía: Mario Lopes e Malu Avelar

Trilha Sonora: Erica Navarro

Gravação e Mixagem: Adonias Souza Júnior

Desenho Sonoro: Ruben Valdes

Intérpretes: Mario Lopes e Malu Avelar

Formato de realização: Videodança

Duração:10min.
Classificação: Livre 

OFICINA – Dias 02, 03 e 04/12 – 9h às 12h

Onisajé (BA) – DRAMATURGIA AFRODIASPÓRICA: UM FOCO NA CONSTRUÇÃO DE NARRATIVAS NEGRAS (Oficina online / Plataforma Zoom)

Onisajé (Fernanda Júlia) é Yakekerê (mãe pequena, segunda sacerdotisa do terreiro) no Ilê Axé Oyá L´adê Inan, da cidade de Alagoinhas, graduada no Bacharelado em Direção Teatral da Escola de Teatro da UFBA, mestre em Artes Cênicas pelo Programa de Pós graduação em Artes Cênicas – PPGAC – UFBA, com a dissertação Ancestralidade em cena: Candomblé e Teatro na formação de uma encenadora, atualmente é doutoranda no mesmo programa. Diretora fundadora do Núcleo Afro-brasileiro de Teatro de Alagoinhas – NATA, fundado em 17 de outubro de 1998, na cidade de Alagoinhas-BA. Dramaturga, preparadora de atores, educadora e pesquisadora da cultura africana no Brasil,  com ênfase nas religiões de matriz africana o Candomblé. 

Sinopse: Estudos de obras teatrais que enfatizam as construções dramatúrgicas do Teatro Negro e suas constituições simbólicas e imagéticas, a partir do conceito “Afrografias da memória”.

Carga horária: 9 horas/aula
Classificação: 18 anos 

RODAS DA CURA – Sempre às 15h

Encontros online ao vivo na plataforma zoom com transmissão no youtube às 15h – Duração: 60-90 minutos.  

02/12 1- Negras e negros em movimento (Plataforma Zoom – Youtube).


Celina Alcântara (RS), Rodrigo França (RJ), Vera Lopes (RS/BA), Silvia Duarte (RS). 

Breve Currículos

– Celina Alcântara (RS) – Celina Alcântara é atriz, professora e pesquisadora de Teatro. Bacharel em Teatro, Mestre e Doutora em Educação pela UFRGS onde também atua como professora adjunta na Graduação em Teatro e Pós-Graduação em Artes Cênicas. É integrante do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros, Africanos e Indígenas (NEAB/UFRGS) e coordenadora do Grupo de Pesquisas em Negritude, Gênero e Artes (GINGA/UFRGS). Como atriz, integra a Usina do Trabalho do Ator e o coletivo do espetáculo A mulher arrastada.

– Rodrigo França (RJ)  

Rodrigo França – Articulador cultural, ator, diretor, dramaturgo e artista plástico. Filósofo político e jurídico, atuando como pesquisador, consultor e professor de direitos humanos fundamentais. É ativista pelos direitos civis, sociais e políticos da população negra no Brasil. Já expôs suas pinturas no Brasil, nos Estados Unidos e em Portugal; ganhou o Prêmio Shell de Teatro 2019, na categoria Inovação, pelo Coletivo Segunda Black, onde é cocriador e curador. Inciativa também contemplada com o 18º Prêmio Questão de Crítica.
Começou em 1992 a sua carreira de ator no teatro e cinema. Já trabalhou em 42 espetáculos como ator e oito como diretor. Escreveu sete espetáculos teatrais, entre eles: O Pequeno Príncipe Preto, Capiroto e Inimigo Oculto. Os seus últimos trabalhos são “Oboró – Masculinidades Negras”, “Yabá – mulheres negras”, “O amor como revolução” e “Enlaçador de mundos”, em que assina a direção.

– Vera Lopes (RS/BA) 

Vera Lopes é atriz, nasceu em Porto Alegre/RS. Estreou no teatro no ano de 1978 no espetáculo Pulo do Gato, direção de Décio Antunes. É uma das fundadoras do grupo de teatro Caixa Preta de Porto Alegre/RS, no qual atuou, como atriz, nos espetáculos Hamlet Sincrético (2005) e Transegun (2003) ambos com a direção de Jessé Oliveia. No cinema gaúcho, teve sua estreia no premiadíssimo curta O Dia em que Dorival encarou a Guarda, de Jorge Furtado e José Pedro Goulart (1986). Destaca atuações nos longas Neto Perde sua Alma, de Beto Souza e Tabajara Ruas (1998); Neto e o Domador de Cavalos. de Tabajara Ruas (2005); nos curtas Da Colônia Africana a Cidade Negra, de Paulo Ricardo de Moraes (1994); Brasil um Eterno Quilombo, de Julio Ferreira (2006), e o protagonismo no curta Antes que Chova, de Daniel Marvel (2009). Atuou no vídeo-poema Não vou mais lavar os pratos (2016); Escrita do seu corpo (2016); documentário O Caso do Homem Errado (2017) e no piloto da série Nós somos pares (2020), todos com direção de Camila de Moraes.

Pesquisou, roteirizou e atuou nos espetáculos Gravata Colorida, baseado na obra de Solano Trindade; Batuque tuque tuque baseado na obra de Olivera Silveira; Minas de Conceição Evaristo, baseado na obra poética de Conceição Evaristo, e Quadros, baseado na obra poética de Carolina Maria de Jesus.

É co-autora do texto teatral Tenho Medo de Monólogo com o escritor Cuti (2017) e organizadora ao lado de Jessé Oliveira da Revista Matriz e do livro Hamlet Sincrético – em busca de um teatro negro (2019). Atualmente,é gestora do Espaço de Humanidades Ossos 21, no bairro Santo Antonio Além do Carmo, Salvador, Bahia. É, também, bacharel em direito. Reside em Salvador/BA. 

– Silvia Duarte (RS)

Atriz formada pelo Teatro Escola de Porto Alegre (TEPA). Graduada em Serviço Social (PUCRS), Habilitação em Artes Cênicas – DRT: 5183  /Acadêmica de Licenciatura em Teatro – UFRGS.

Espetáculos  de Teatro: A Guerra dos Ratos  e O Inspetor Geral, direção Zé Adão Barbosa;  Grupo Caixa Preta,  Hamlet Sincrético; Antígona BR/ O Osso de Mor Lan. direção Jessé Oliveira: Alta Fidelidade, direção Jaqueline Pinzzon; Lupicínio Sobrenome Paixão, direção  Adriane Azevedo; Preta Poesia Feminina    (live  em tempos de Pandemia) 

Cinema: curtas: Nós/ O que contei ao Rio/ Sopa Noer ( animação como dubladora)

Longa Metragem: Despedida direção Vinicius E Luciane/ 

Série: Sempre POA/  e Lua em Câncer

Na área da música, produziu os espetáculos Estandarte do Samba (2009/2010), Lupicínio, Sobrenome: Paixão (2015), Emilio Santiago Para Sempre (2015) e As Vozes de Dandara (2016). Entre os anos de 2017 e 2019 idealizou o projeto Mulheres Negras Arte Cultura e Resistência, produzindo 5 espetáculos: As Vozes de Dandara, Marietti Fialho, Roda de Saia, Daya Moraes e Afro Entes. Produziu as celebrações Show 60 anos de Claudio Barulho, Música é Meu Dom; Show 70 anos de carreira Carlos Alexandre Rodrigues; Show Sobre Canções; Show 30 anos de Carreira de Claudia Quadros, Música é Minha Vida e Show 30 anos de Carreira Sandrinho Gessé. Produziu ainda: As Vozes de Dandara e Gueto Trio no Projeto Mistura Fina do MultiPalco (Theatro São Pedro), Gueto Trio canta Ivan Lins e Gueto Trio canta os Percussores do Swing Samba Rock. Realizou dois espetáculos em homenagem a Carlos Medina: os shows “Em Nome do Amor Cantamos Carlos Medina” e “Enredo da História – Tributo a Carlos Medina”. Realizou, também, o 

show “Resistência”, “Show 60 anos de Claudio Barulho – Música é Meu Dom”, espetáculo solidário, o show em prol do Asilo Padre Cacique, reunindo mais de 50 artistas no Palco do Teatro Renascença.

Premiações • I Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-Brasileiras, realizado pela Fundação Cultural Palmares e pelo Centro de Apoio ao Desenvolvimento Osvaldo dos Santos Neves (Cadon), pelo espetáculo “Mãe Coragem”. • II Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-Brasileiras, realizado pela Fundação Cultural Palmares e pelo Centro de Apoio ao Desenvolvimento Osvaldo dos Santos Neves  (Cadon), pelo espetáculo “Ayê”. • Prêmio Axé Arte e Cidadania. Categoria Cultura Negra. Concedido pelo Coletivo do Estado do Rio Grande do Sul Axé Arte e Cidadania às mulheres que se destacam em suas atividades, em 8 de março de 2012.

– 03/12 

2- As gingas negras como fundamento cênico: jeitos, modos e tempos de narrar histórias do corpo. (Plataforma Zoom – Youtube).

Rui Moreira (RS/MG) / Iara Deodoro (RS)  / Cleyse Colins  (MA) / Manoel Luthieri (RS/BA) 

Breves Currículos

– Rui Moreira

Bailarino, coreógrafo e investigador de culturas com trajetória profissional de mais de 30 anos, é um dos ícones da arte de dançar no Brasil. Atuou nas companhias: Cisne Negro, Balé da Cidade de São Paulo, Cia. SeráQuê?, Cia. Azanie (França), e no Grupo Corpo.  Coreografou diversos elencos dentre eles a Cisne Negro Cia de Dança, o Balé do Teatro Guaíra e a São Paulo Companhia de Dança. Sua formação artística mescla danças modernas, balé clássico, danças populares brasileiras e dança contemporânea africana. Foi agraciado com a “Medalha da Inconfidência” pelo governo do Estado de Minas Gerais, um merecido reconhecimento pela longa e profícua atuação artística e social em todo território do nacional e nos países onde levou os valores da arte e cultura do Brasil.

– Iara deadoro

Fundadora do Grupo Afro-Sul de Música e Dança (1974). · Formação artística na Escola de Danças Folclóricas da Professora Nilva Pinto, em Porto Alegre, no período de 1968 a 1978. Graduada em Serviço Social, focada em famílias negras monoparentais. Pós-Graduada em Educação Popular e Gestão em Movimentos Sociais. Ministrou aulas de dança afro na Faculdade de Dança da UERGS. Realizou o 1º Encontro Afro-Sul de Dança Afro em Porto Alegre no ano de 2009. Em 2010 foi reconhecida pelo INSTITUTO DE DESENVOLVIMENTO HUMANO BRAVA GENTE, por sua monografia, PEDAGOGIA DOS ORIXÀS.

– Cleyse Colins

Atualmente aluna do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), faz parte do Coletivo Negressência, é integrante do GETEPE – Grupo de Estudos em Educação, Teatro e Performance, assim como pesquisadora no projeto: A Formação Teatral como Criação de Si Mesmo. Graduou-se no curso de Dança da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Enquanto pesquisadora da área da dança interessa-se por processos de composição coreográfica afro-perspectivados e relações étnico-raciais nas artes cênicas. Atualmente desenvolve pesquisa relacionada a criação em dança com interface nos saberes/fazeres da umbanda.

– Manoel Luthieri – Manoel Timbaí

Professor do Curso de Dança-Licenciatura na Universidade Federal de Pelotas. Mestre em Artes Cênicas (PPGAC/UFRGS) e Licenciado em Educação Física (UNIP). Coordena o Projeto Unificado LADAIA-Laboratório de Decolonialidade em Ações e Investigações Artísticas e o Projeto Unificado Dança no Bairro. Idealizador/organizador do Seminário de Danças Negras do RS. Artista/fundador do Coletivo Negressencia. Até 2019 assinou sua obra artística como Manoel Luthiery, a partir de 2020 assina como Manoel Timbaí, seu nome na Capoeira.

04/12 

3- Dramaturgia como prenúncio: corpo palavra e a dança dos tantos nós.    (Plataforma Zoom – Youtube).

Cristiane Sobral (MG), Aldri Anunciação (BA) / Silvana Rodrigues (RS). 


Breves Currículos

– Cristiane Sobral (RJ

Cristiane Sobral é carioca e vive em Brasília. Multiartista, é escritora, poeta, atriz e professora de teatro. Bacharel e licenciada em teatro e Mestre em Artes (UnB). Tem 09 livros publicados, o mais recente: “Dona dos Ventos”. Dirigiu a cia. de teatro Cabeça Feita por 17 anos. Em 2019 palestrou sobre literatura em 09 universidades estadunidenses inclusive Harvard. Em 2020 criou o selo editorial Aldeia de Palavras e o projeto Curso de Escrita Criativa, com 2 publicações: uma antologia de contos e uma de poesia com poetas de São Tomé e Príncipe (projeto Ilha de Palavras) com textos em português e criolo. Foi jurada do prêmio Jabuti de Literatura, categoria contos, em 2020. 

– Aldri Anunciação (BA)

É dramaturgo, ator, apresentador de TV e bacharel em Teorias Teatrais pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO, 2006) com a monografia final intitulada Dramaturgia Brasileira no Teatro Alemã– Tradução e Encenação. Recebeu a Comenda do Mérito Cultural do Governo do Estado da Bahia em 2014. Foi primeiro lugar no Prêmio Jabuti de Literatura 2013. Desenvolve carreira de ator desde 1996, quando estreou no teatro profissional nos espetáculos O Sonho, de August Strindberg, dirigido pelo mineiro Gabriel Vilela, e Os Negros de Jean Genet, com direção assinada por Carmen Paternostro. Participou como ator em Dom Quixote (2007/08), de Ruy Guerra, a opereta Um Homem Célebre (2008/09), de Wladimir Pinheiro, baseada em conto de Machado de Assis e dirigida por Pedro Paulo Rangel, além do longa-metragem Revoada (2008), dirigido pelo cineasta José Humberto Dias. Seus mais recentes trabalhos de atuação são os longas-metragens Bach in Brazil (Filhos de Bach) uma co-produção Brasil-Alemanha da NFP Films e Conspiração Filmes (distribuição Buena Vista Films) e direção do alemão Ansgar Ashler; Café com Canela (2016), uma produção Rosza Filmes com direção de Ary Rosa e Glenda Nicácio e Ilha (2018), também uma produção Rosza Filmes com direção de Ary Rosa e Glenda Nicácio e que rendeu a Aldri Anunciação o prêmio de melhor ator no Festival de Brasília do Cinema. A partir de 2007, passou a desenvolver pesquisas nos campo da dramaturgia de óperas, através de estágios em direção artística nas montagens de obras, como Fidélio, de Ludiwig Van Beethoven, no Teatro Municipal de Klagenfurt (Áustria); Tosca, de Giacomo Puccini, no Teatro Federal de Salzburgo (Áustria); além de Os Mestres Cantores de Nuremberg, de Richard Wagner, no Komische Oper Berlim (Alemanha). Atualmente apresenta o programa de variedades “Conexão Bahia” todos os sábados na Rede Bahia, emissora afiliada da Rede Globo e escreve sua tese de doutorado intitulada: Necronarrativa Teatral.

– Silvana Rodrigues (RS)

Bacharela em direção teatral pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), performer e atriz co-fundadora do Pretagô, tendo atuado nos espetáculos Mesa Farta, Afrome, Qual a diferença entre o charme e o funk? e co-dirigido com Bruno Fernandes a videoarte Corpos Ditos. É diretora do Espetáculo Perigoso (atuação Fabricio Zavareze),Silenciosa Luz (atuação Manuela Miranda) e da performance Carolina (de Mari Falcão). Atua, também, no espetáculo para crianças “Expedição Monstro”, da Cia Indeterminada. Como performer participou da Semana Experimental Urbana (SEU), Festival Solidão Agosto (Porto Alegre), Festival Artes à Rua (Évora-Portugal) além de diversos eventos independentes, sendo “Negrinha!” a sua performance de maior circulação. 

5/12

4 – Rede de Festivais e Mostras Pretas: curadoria, articulação e estratégias de futuro – (Plataforma Zoom – Youtube).

Thaise Machado (Festival Porongos-RS), Ellen de Paula e Gabriel Candido  (Festival Dona Ruth-SP), Thiago Pirajira (Mostra CURA-RS)

Breve Currículos

– Thaíse Machado

Thaise Machado é curadora, palestrante, facilitadora, estrategista e gestora cultural. Formada em Design de Interiores, Arquitetura e Urbanismo. Pós-graduanda em Assistência Técnica, Habitação e Direito à Cidade pela FAUFBA. Especialista na criação de projetos com propósito. Há quatro anos desenvolve uma pesquisa empírica sobre territórios negros, forjados a partir da arte e cultura. É membro do Comitê do 7° Prêmio de Arquitetura do Instituto Tomie Ohtake e Akzo Nobel.

– Ellen de Paula

Ellen de Paula é atriz, professora, produtora cultural e pesquisadora. Mestra em Artes Cênicas pela Universidade Federal da Bahia. Idealizadora, diretora artística e curadora do “Dona Ruth: Festival de Teatro Negro de São Paulo”

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– Gabriel Candido

Gabriel Cândido transita pela dramaturgia, direção, atuação, performance e produção. Idealizador e Diretor Artístico de Dona Ruth: Festival de Teatro Negro de São Paulo; Co-fundador do Núcleo Negro de Pesquisa e Criação (NNPC); Autor das peças “Socorro! Tem uma cidade entalada na minha garganta” (editora Letramento, 2019), e “Fala das Profundezas” (editora Javali, 2018); Diretor e Roteirista do curta-metragem “Jardim Peri Alto em Cena” (2019).

– Thiago Pirajira

Thiago Pirajira é ator, diretor, produtor, curador e  professor de teatro. Bacharel em Teatro (UFRGS), Mestre em Educação (UFRGS) e doutorando em Artes Cênicas (UFRGS). É membro-pesquisador do GETEPE / UFRGS – Grupo de estudos em Educação, Teatro e Performance. É diretor artístico do grupo de teatro Pretagô. É ator e produtor do grupo de teatro Usina do Trabalho do Ator (UTA). É um dos artistas co-fundadores  do Bloco da Laje . Concebe e dirige artisticamente o projeto interventivo RECUO (2012). Foi professor de Extensão na Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), em São Leopoldo (2010-2013). Foi professor no curso de Assistência de Produção Cultural no Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) em Porto Alegre (2014). Presta serviços de assessoria e curadoria em artes e desenvolve formações e acompanhamentos pedagógicos em práticas artísticas que tangenciam o Ensino das Relações Étnico-Raciais (ERER) e a Educação Antirracista.     

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5 – Cena útero: corpo e processos criativos de artistas mães – (Plataforma Zoom – Youtube).


Dedy Ricardo (RS), Mayura Matos, Joana Amaral, Silvia Duarte (RS)

Breve Currículos

– Dedy Ricardo

Dedy Ricardo é mulher, negra, mãe, filha, irmã, esposa, atriz e professora. Iniciou a carreira artística em 1994, por meio do Projeto de Descentralização da Cultura, que levava oficinas de artes para as periferias da cidade de Porto Alegre. Trabalhou como arte-educadora nos abrigos municipais Casa de Acolhimento, Casa de Passagem e Serviço de Acolhimento Noturno, em Porto Alegre. É licenciada em Teatro pela Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS) e Mestra e doutoranda em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Foi professora da rede pública municipal de São Leopoldo, onde desenvolveu o projeto Oficina de Teatro e Cultura Negra, no Núcleo de Educação das Relações Étnico-Raciais da Secretaria Municipal de Educação. Atualmente, trabalha como professora do Departamento de Expressão e Movimento do Colégio de Aplicação da UFRGS, na área de Teatro.  É integrante do Coletivo Atinuké, que estuda o pensamento das mulheres negras. Atua, desde 2000, no grupo Usina do Trabalho do Ator, em Porto Alegre.

– Mayura Matos

Mayura Matos é artista pluriversal, iniciou como atriz na Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, onde atuou durante oito anos, passando por diversas linguagens teatrais. Apresentou-se no Brasil, Portugal, Argentina e Cuba. 
Hoje, participa do coletivo Humor Negro Night Show, stand up comedy afrocentrado; é atriz e codiretora do grupo Coadjuvantes, na peça Woyzeck, atua na performance autoral “Tomada de Consciência”. Pesquisa demandas e possibilidades da Lei 10.639, questões étnico-raciais.

– Joana Amaral

Joana Amaral é bailarina, atriz e professora, graduada nas áreas de Educação Física e Psicopedagogia, pela PUC-RS, e pós-graduada em Educação de Surdos pela ULBRA-RS. Atua na Muovere Cia de Dança, como bailarina-intérprete desde 2007 e, desde 2015, como atriz, na M.A.C.I.A. – Teatro, Dança e Assemelhados. Além disso, integra o Coletivo Quântico, desde 2019, tendo recebido o Prêmio Braskem em Cena 2020 de Melhor Performer, por sua atuação no espetáculo ”PROJETO LILITH: Pixações em Corpos Histéricos”.
Com experiência em docência de dança, desenvolve projetos em escolas de Educação Básica, voltados para as Artes, com enfoque na área da surdez, buscando o desenvolvimento de habilidades cognitivas educacionais dos alunos.

– Silvia Duarte (RS)

Atriz formada pelo Teatro Escola de Porto Alegre (TEPA). Graduada em Serviço Social (PUCRS) Habilitação em Artes Cênicas – DRT: 5183  /Acadêmica de Licenciatura em Teatro – UFRGS. Atuou nos espetáculos de teatro: A Guerra dos Ratos  e O Inspetor Geral, direção Zé Adão Barbosa;  no Grupo Caixa Preta, nas peças  Hamlet Sincrético,  Antígona BR e O Osso de Mor Lan , com direção Jessé Oliveira. Atuou em Alta Fidelidade, com direção Jaqueline Pinzzon, e no espetáculo Lupicínio Sobrenome Paixão, com direção de  Adriane Azevedo. Protagonizou Preta Poesia Feminina  (live  em tempos de pandemia). No cinema: curtas: Nós/  O que contei ao Rio/ Sopa Noer (animação como dubladora). Longa Metragem: Despedida, direção Vinicius e Luciane. Série: Sempre POA/  e Lua em Câncer. Na área da música, produziu os espetáculos Estandarte do Samba (2009/2010), Lupicínio, Sobrenome: Paixão (2015), Emilio Santiago Para Sempre (2015) e As Vozes de Dandara (2016). Entre os anos de 2017 e 2019 idealizou o projeto Mulheres Negras Arte Cultura e Resistência, produzindo 5 espetáculos: As Vozes de Dandara, Marietti Fialho, Roda de Saia, Daya Moraes e Afro Entes. Produziu as celebrações Show 60 anos de Claudio Barulho – Música é Meu Dom, Show 70 anos de carreira Carlos Alexandre Rodrigues – Show Sobre Canções, Show 30 anos de Carreira de Claudia Quadros – Musica é Minha Vida e Show 30 anos de Carreira Sandrinho Gessé. Produziu ainda: As Vozes de Dandara e Gueto Trio no Projeto Mistura Fina do MultiPalco (Theatro São Pedro), Gueto Trio canta Ivan Lins e Gueto Trio canta os Percussores do Swing Samba Rock. Realizou dois espetáculos em homenagem a Carlos Medina: os shows “Em Nome do Amor Cantamos Carlos Medina” e “Enredo da História – Tributo a Carlos Medina”. Realizou também o “Show 60 anos de Claudio Barulho – Música é Meu Dom”, espetáculo solidário em prol do Asilo Padre Cacique, reunindo mais de 50 artistas no Palco do Teatro Renascença.

Premiações • I Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-Brasileiras, realizado pela Fundação Cultural Palmares e pelo Centro de Apoio ao Desenvolvimento Osvaldo dos Santos Neves (Cadon), pelo espetáculo “Mãe Coragem”. • II Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-Brasileiras, realizado pela Fundação Cultural Palmares e pelo Centro de Apoio ao Desenvolvimento Osvaldo dos Santos Neves  (Cadon), pelo espetáculo “Ayê”. • Prêmio Axé Arte e Cidadania. Categoria Cultura Negra. Concedido pelo Coletivo do Estado do Rio Grande Do Sul Axé Arte e Cidadania às mulheres que se destacam em suas atividades, em 8 de março de 2012.

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6 – Veículo SUR: performatividades em movimento – (Plataforma Zoom – Youtube).


Malu Avelar (MG), Mário Lopes (AL), Thiago Pirajira (RS)

Breve Currículo

– Malu Avelar

A artista nasceu na cidade histórica de Sabará, em Minas Gerais, e iniciou sua formação artística em Belo Horizonte, no Centro de Formação Artística do Palácio das Artes (CEFAR) e no Grupo Jovem Compasso. Trabalhou em conjunto com muitos importantes coreógrafos brasileiros, dentre eles Morena Nascimento, Mário Nascimento, Patrícia Avellar, Tindaro Silvano, Gal Martins, Firmino Pitanga, Mário Lopes e Luciane Ramos. Atualmente, desenvolve o seu trabalho artístico na cidade de São Paulo, com parcerias e projetos independentes. Seus últimos trabalhos foram desenvolvidos através de sua pesquisa corporal “Corpo Negro: Tensão e Urgência “, colaborando com o projeto “RÉS” da Corpórea Companhia de Corpos, premiado pelo edital “RUMOS’ e tendo como destaque o clipe da Elza Soares, “O que se cala “, o qual coreografou. No ano de 2019, participou da residência PlusAfroT na Villa Waldberta (Munique), iniciando e aprofundando duas pesquisas, uma performance em dança chamada “1300° – Qual é a saúde de um vulcão?“, com a abertura do processo na cidade de Munique, e a “Sauna Lésbica“, uma obra relacional instalativa que teve a sua primeira edição no segundo programa de residência artística do Festival Internacional Valongo (Santos/2019). A cerne da pesquisa da artista parte do aterramento desse corpo dissidente que vive em constante estado de alerta e tem uma urgência pelo movimento que circula em um mistério que vem de dentro e transborda para além dos discursos que o cristaliza.

– Mário Lopes

Mário Lopes é coreógrafo e articulador/ gestor cultural. Coreógrafo integrante do coletivo DMV22, com as obras “VRUM(2009)”, “a cidade se move(2010)”, “vrumvrumzinho(2011)”, “ENTRE(2012)”, “TREPP(2013)”, “Movimento I, parado é suspeito(2014)”, performance “Keller(2015)” e o processo “Re_sistir_existir (2016)”.  Em outubro de 2016 iniciou o processo da coprodução coreográfica “ALBUM kodex_ feedback” com o coreógrafo mexicano Martin Lanz, que terá estreia no dia 20 de maio de 2017 no teatro HochX-Munique. Como gestor e articulador cultural, é diretor geral e uns dos curadores da plattformPLUS/ Munique e sócio executivo da HumaVida Produções/São Paulo. Desde 2015, faz parte da equipe de articulação/ curadoria do veiculoSUR, responsável pela gestão e produção da residência na Alemanha.

– Thiago Pirajira

Thiago Pirajira é ator, diretor, produtor, curador e  professor de teatro. Bacharel em Teatro (UFRGS), Mestre em Educação (UFRGS) e doutorando em Artes Cênicas (UFRGS). É membro-pesquisador do GETEPE / UFRGS – Grupo de estudos em Educação, Teatro e Performance. É diretor artístico do grupo de teatro Pretagô. É ator e produtor do grupo de teatro Usina do Trabalho do Ator (UTA). É um dos artistas cofundadores  do Bloco da Laje. Concebe e dirige artisticamente o projeto interventivo RECUO (2012). Foi professor de extensão na Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS), em São Leopoldo (2010-2013). Foi professor no curso de Assistência de Produção Cultural no Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) em Porto Alegre (2014). Presta serviços de assessoria e curadoria em artes e desenvolve formações e acompanhamentos pedagógicos em práticas artísticas que tangenciam o Ensino das Relações Étnico-Raciais (ERER) e a Educação Antirracista.  

A Mostra Cura é uma realização da Coordenação de Artes C~enicas da Secretaria Municipal da Cultura – Prefeitura de Porto Alegre. 

Mostra CURA | 2 a 7 de dezembro de 2020 | Porto Alegre – Brasil  mostracurapoa@gmail.com