Prêmio Especial de Dança 2010


MARIA AMÉLIA BARBOSA


A Maria Amélia Barbosa, além de sua trajetória como bailarina e coreógrafa,é uma referência na formação não só de bailarinos como também de inúmeros atores e diretores de destaque na cidade. Desenvolveu um estilo próprio de aula com alongamento, tonicidade muscular e alinhamento, destacando-se não só pela excelência de seu conhecimento do corpo como pela delicadeza e respeito em sua abordagem.
A bailarina e coreógrafa Daggi Dornelles destaca a importância de existir professoras como ela, por ser “aquela mestra que nos remete ao mundo, sem posses e ambições de domínio sobre seus bailarinos.”
Luís Artur Nunes, diretor gaúcho radicado no Rio, revela que sua formação como artista deve muito à ela e descreve suas aulas como a reunião de várias qualidades: “Técnica impecável + disciplina rigorosa. Sensibilidade + criatividade. Acima de tudo: prazer em dançar.”

Passaram por suas mãos, além do Luiz Artur e da Daggi, artistas como Maria Helena Lopes, José de Abreu,Marcos Breda, Daniela Carmona, Eneida Dreher, Taís Virmond, Ciça Reckziegel, Carmem Lenora, Graça Nunes, Isaías Quadros, Cibele Sastre, Suzana Saldanha, Ilana Kaplan, Paulo Gaiger, Roberto Birindelli e Débora Finochiaro, entre inúmeros outros profissionais do teatro e da dança.

Iniciou seus estudos ainda menina com Tony Petzhold, com quem depois atuou como bailarina, professora e coreógrafa. Continuou sua formação com Tatiana Leskova, Aldo Lotufo, Cecy Frank, Willian Dollar, Arthur Michell, Laura Proença, e outros. Foi convidada a trabalhar com Nina Verchinina no Rio de Janeiro e foi solista convidada pelo Teatro Sodre de Montevideo.
Atuou também como técnica de Ginástica Olímpica do Grêmio Náutico União, sagrando-se bi-campeã brasileira, em 1970 e 1973. Foi diretora artística da Academia Mudança e diretora do corpo de baile da Pontifícia Universidade Católica/RS.
Ministrou cursos de extensão e pós-graduação em diversas Universidades e, por vários anos, foi professora de movimento e ritmo no Departamento de Arte Dramática da UFRGS.

Ainda hoje, muitas bailarinas escolhem suas aulas para a manutenção da excelência de seu trabalho na dança como Cibele Sastre, Heloísa Paz e Taís Virmond. Segundo Cibele, “Amélia é daquelas pessoas com quem a gente sente afinidade familiar, uma confiança uterina. Em aula ela me olha e sei o que preciso corrigir. Sua exigência liberta!”




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