PROGRAMAÇÃO DE JULHO – TEATRO RENASCENÇA, SALA ÁLVARO MOREYRA E TEATRO DE CÂMARA TÚLIO PIVA / 2026


03, 04, 10 e 11/07 – 20h | 12/07 – 18h

A HORA DE ÉRICO

Teatro Adulto

Foto: Fernando Pires

O teatro tem a propriedade de interpretar as histórias mais além dos fatos e a busca de significados transcende a concretude dos eventos.

Neste espetáculo teatral, Erico Veríssimo – maior escritor gaúcho de todos os tempos – autor da celebrada trilogia O Tempo e o Vento e várias outras obras, realiza um acerto de contas com seu pai, Sebastião Veríssimo, com quem teve uma relação tumultuada e ambivalente. A vida boêmia e apaixonada de Sebastião provocou efeitos silenciosos na vida de Erico. O encontro ficcional entre pai e filho, conduzido pela enigmática figura de Clarisse Lispector, desafia Erico como a Esfinge que questiona Édipo. Ou decifra-se ou se devora.

Criado especialmente para a homenagem dos 120 anos do escritor, A Hora de Erico, teve sessão lotada, em novembro de 2025, no recém-inaugurado teatro Simões Lopes Neto, do complexo do Teatro São Pedro, em Porto Alegre e também cumpriu uma excelente temporada no Porto Verão Alegre 2026. A peça teve grande repercussão devido a sua originalidade e ousadia, por provocar esse encontro crepuscular entre essas personalidades ímpares da literatura brasileira.

Ficha técnica: 
Dramaturgia: Júlio Conte
Direção: Júlio Conte & Marcelo Restori
Elenco:
Heitor Schmidt
Karine Paz
Marcelo Crawshaw
Cenário: Luiz Marasca
Iluminação: Veridiana Matias
Operação de Som: Manu Goulart
Trilha pesquisada: Marcelo Restori
Produção executiva e divulgação – Gustavo Saul
Realização: Cômica Cultural

Duração: 60 min.

Classificação: 16 anos

Ingressos disponíveis no link ou na bilheteria do teatro 1h antes do espetáculo.
Promocional
: R$ 60,00 Inteira: R$ 80,00 Meia: R$ 40,00

10/07 – 20h | 11 e 12/07 – 18h

BAILADOS PERIFÉRICOS

Dança

Foto: Fab Lütz

“Bailados Periféricos”, inspirado na realidade dos participantes do Projeto Expressar e no documentário lançado em 2020, cria a Cia Expressar em 2025 e coloca no centro da cena esses corpos, tornando-se um manifesto dançado pela autonomia e pela verdade corporal.
Composto em sua maioria por artistas pretos, pardos, além de integrantes LGBTQIAPN+, o elenco celebra a diversidade que marca a trajetória do Projeto Expressar. A obra propõe um olhar sensível e crítico sobre trajetórias que dançam contra um sistema e corpos que resistem à exclusão, ao elitismo e padronização estética imposta por instituições culturais. É um manifesto pela existência, pela liberdade e dignidade desses artistas, celebrando sua história, memória, força criadora e ancestralidade.
O elenco transita por múltiplas linguagens; do ballet clássico ao funk, do contemporâneo à dança afro, traçando em cada movimento, a prova de que seus corpos rompem qualquer moldura e revelam a pluralidade criativa que pulsa na periferia.
Sob a direção de Vanessa Rodrigues, idealizadora do Projeto Expressar, mulher preta, oriunda da periferia, confirma-se a força , potência e representatividade de artistas negras na cena de Porto Alegre.

Ficha técnica: 
Direção: Vanessa Rodrígues
Produção: Projeto Expressar
Coreografia: Vanessa Rodrígues, Larissa Soares e Ana Lígia Felizardo.
Cenografia: Projeto Expressar
Figurino: Expressar Confecção / Vanessa Rodrigues
Trilha Sonora: Pesquisa feita pelo Projeto Expressar.
Iluminação/ Sonorização : Driko Oliveira
Elenco: Alan Batista, Ana Lígia Felizardo, Anna Helena Luiz, Isadora Dias, João Francisco da Rosa , Sthefany Voigt, Larissa Soares, Luiza Karoline Rodrigues

Duração: 45 min.

Classificação: Livre

Ingressos disponíveis no link ou na bilheteria do teatro 1h antes do espetáculo.
Inteira:
R$ 40,00 Meia: R$ 20,00

29/07 – 20h

ALBANI CANTA DYLAN – EM TRADUÇÃO

Música

Foto: Juliana Negreiros

“Albani canta Dylan – Em tradução” é uma jornada pelos versos poderosos de Bob Dylan através da reinvenção poética em nosso português brasileiro pelo compositor, escritor e historiador Carlos Albani. Há 20 anos imerso no universo dylanesco, o Inventor do grupo Cavalgando o Vento (CoV), não só mergulha em muitas faces de Dylan, através de suas traduções, como pesquisa diversas releituras
consagradas na música brasileira para clássicos do Bardo. Acompanhado de Gika Florêncio na bateria e Gilson Geiger no piano, o trio proporciona uma imersão no vasto universo poético-musical do Prêmio Nobel de Literatura de 2016. O show conta ainda com participações especiais, pois afinal, reiventar sua própria obra é uma das marcas do maior trovador do século XX.

Ficha técnica: 
Carlos Albani – concepção, voz, violão e tradução;
Gica Florêncio – bateria e percussão;
Antonio Ramos – flauta (participação especial);
Mateus Schimitt – violino (participação especial);
Juliana Negreiros – produção, mídias e fotografia;
Osmar Montiel – luz e som;
Giulliano Pacheco – assessor de imprensa.

Duração: 60 min.

Classificação: Livre

Ingressos disponíveis no link ou na bilheteria do teatro 1h antes do espetáculo.
Inteira:
R$ 30,00 Meia: R$ 15,00

31/07 e 01/08 – 20h | 02/08 – 19h

MARES E NUVENS FLUTUANTES

Dança

Foto: Fabio Zambom

Assim como o próprio butoh em sua essência, “Mares e Nuvens Flutuantes”, novo
espetáculo da dupla Ana Medeiros e Hiroshi Nishiyama, é banhado por imagens que evocam
a beleza, a complexidade e a (in)finitude da vida. O cerne do mais recente trabalho dos
bailarinos está no butoh-fu, coreografia da linguagem criada por Tatsumi Hijikata para o
mestre Yoshito Ohno, que também recebeu dele três peças mais tarde intituladas de
“Hijikata Sansho” (“Três Capítulos de Hijikata”).
A partir de um pedido da própria família Ohno, Ana e Nishiyama agora reimaginam o
butoh-fu, cujas coreografias foram dançadas por Yoshito sensei pelo resto de sua vida. Em
seu novo trabalho, eles dançam com as sombras que permeiam os nossos espaços e
encaram a vida costas a costas com a morte, como faces de uma mesma moeda. Minimalista
em cores e movimentos, o espetáculo celebra imagens e memórias com um olhar
impressionista, enevoado. No intenso sentir, encontram o sutil pisar, vêem as horas
escorrendo em comungo com os mortos e encontram o sol nascendo profundo e turbulento.
O butoh-fu de Tatsumi Hijikata para Yoshito Ohno dá origem às imagens que compuseram a
obra “The Dead Sea”, nascida após uma viagem de Kazuo Ohno e Yoshito sensei à região do
Mar Morto em 1983. A dança que emerge evoca a vida presente em meio a um cenário
árido e inóspito. Outras imagens marcantes se incorporam a ele, como as águas-vivas que
Kazuo Ohno, criador do butoh ao lado de Tatsumi Hijikata, via acompanharem os corpos de
seus companheiros de guerra jogados ao mar; e “Water Lilies”, primeiro trabalho
coreografado por Yoshito Ohno após a morte de Hijikata, evocando a obra do pintor francês
Claude Monet.
Com “Mares e Nuvens Flutuantes”, Ana Medeiros e Hiroshi Nishiyama traduzem em cena
essas e outras imagens que se interseccionam e se fundem através da dança. Há diálogos
muito próximos da nossa realidade como brasileiros – impossível não relacionar, por
exemplo, os corpos levados pela água com as recentes enchentes que assolaram o Rio
Grande do Sul – e, acima de tudo, a beleza possível que Yoshito Ohno dizia existir até mesmo
nas mais improváveis das circunstâncias: “a flor que nasce da pedra”. A direção é de Etsuko
Ohno, com assistência de Mikako Ono e Keiko Ohno.

Ficha técnica: 
Direção: Etsuko Ohno
Assistente de direção: Mikako Ono e Keiko Ohno
Dançarinos criadores (coreografias): Ana Medeiros e Hiroshi Nishiyama
Iluminação: Carol Zimmer
Técnica de Som: Virginia Cigolini
Cenografia e cenotécnico: Rodrigo Shalako
Figurinos: Etsuko Ohno e Rei Kawakubo
Confecção dos figurinos de Nishiyama: Margarida Rache
Desenho Sonoro e intervenções na Trilha Sonora: Casemiro Azevedo
Produção: Betina Carminatti
Assessoria de Imprensa: Matheus Pannebecker

Duração: 50 min.

Classificação: 12 anos

Ingressos disponíveis no link ou na bilheteria do teatro 1h antes do espetáculo.

Inteira: R$ 30,00 Meia: R$15,00

10/07 15h | 11 e 12/07 – 19h

BARCO DE PAPEL

Música

Foto: Liege Ferreira

Barco de Papel convida a todos os espíritos aventureiros a embarcarem em uma viagem. Em cada parada os músicos brincantes retratam em suas canções e performance a coragem de navegar que impulsiona novas jornadas, trazendo temas como a nossa relação com o mundo, consigo mesmo, com a natureza e com diferentes culturas. Embalado por ritmos diversos como o baião, reggae e rock, o show constrói diversas pontes para interação com o público, propondo uma experiência musical lúdica e instigante.

Ficha técnica: 
Músicos brincantes: Isaías Luz, JP, Paola Kirst e Rodrigo Apolinário.
Composição: Rodrigo Apolinário
Direção artística: Simone Rasslan
Técnico de som: André Brasil
Iluminação: Carol Zimmer
Cenografia: Pam Magpali
Figurinos: Margarida Silva Rache
Intérprete de Libras: Lucas Terres Rocha
Social mídia: Ana Carolina de Lima Pereira
Designer gráfico: Jéssica Barbosa
Assessoria de imprensa: Léo Sant´Anna
Fotografia: Adriana Marchiori
Produção: Juliana Johann
Realização: Grupo MÚ

Duração: 50 min.

Classificação: Livre

Ingressos GRATUITOS disponíveis no link ou na bilheteria do teatro 1h antes do espetáculo.

17 e 18/07 19h | 19/07 – 18h

SOA COMO CAOS: UMA TRAVESSIA

Circo

Foto: Diogo Vaz

Com uma carroça onde cabem o circo, os artistas, o café e a poesia, o espetáculo é uma celebração aos horizontes e mistérios da estrada. O público é convidado a uma travessia junto ao íntimo do cotidiano de artistas itinerantes. Sonho, caos, memória e presente se misturam e brincam com a não-linearidade do tempo e da estrada. A partir da experiência de cicloviajeiros dos artistas da trupe, Soa Como Caos: Uma Travessia revela a simplicidade, os silêncios, as dificuldades e as poéticas que habitam esse caminho. Espetáculo circense, criado em forte conversa com a dança, o teatro e a literatura, foi eleito Melhor Espetáculo de Circo pelo Prêmio Açorianos de 2025, além de vencer nas categorias Melhor Performer em Manipulação de Objetos e Destaque Técnico-Artístico.

Ficha técnica: 
Elenco: Laura Fernandes e Felipe Mendes
Direção: Fábio Castilhos
Direção de movimento: Isadora Franco
Técnico de Luz: Bathista Freire
Técnica de Som: Rafaela Fischer
Trilha Sonora: Sérgio Bai
Cenário: Sílvio Germano
Lona Circense Carroça: Genifer Gerhardt

Duração: 70 min.

Classificação: 12 anos

Ingressos disponíveis no link ou na bilheteria do teatro 1h antes do espetáculo.

Inteira: R$ 50,00 Meia: R$25,00 Classe artística: R$ 20,00

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