Sessão da classe apresenta: A FALTA, O ENIGMA E A COISA, por Alexandre Vargas


O Sucesso transcende as limitações de lugar e tempo? O rosto do público é completamente legível, visto que a arte de mascarar sentimentos tem se aprimorado a um grau considerável? A vulnerabilidade do pensamento intelectual vigente à sedução pelas doutrinas sociopolíticas, sendo ela tanto de direita quanto de esquerda, e sua presteza em aceitar o totalitário pela proteção de um futuro hipotético é garantia de sucesso? Cabe lembrar que nas democracias populares a doutrinação é reforçada por todo o poder do Estado, e os homens se agarram a ilusões quando não há mais nada a se segurar. Tal debate perdura em minha mente, encontro-me induzido a um ponto em que uma escolha deve ser feita, diz respeito às crenças que estão situadas na base da existência humana. O sucesso pode ser meu se eu pagar o preço: a obediência? Chego ao meu limite, contudo, tenho a impressão de estar participando de uma demonstração de hipnose em massa.

Como observador, é fácil pensar sobre tal decisão de renegar qualquer cumplicidade à tirania. No entanto, minha decisão não procede da mente funcional e racional, mas da revolta em meu estômago. A história se passa no Brasil, mais precisamente em Porto Alegre, por volta do futuro próximo ou até mesmo no presente, ou seja, o ano de 2011. Como o pensamento de um filósofo privado, sem o respaldo de citações das autoridades é pura insensatez, inicio “À falta, o enigma e a coisa: O SUCESSO” com uma epigrafe de Walter Benjamin e a desconcertante obra da multi-artista australiana Patricia Piccinini. Não sei se a tentativa de gerar discussão vai obter sucesso! (Leia o texto na integra aqui)

Alexandre Vargas – Ator, diretor e produtor Cultural. Fundador do Grupo Falos & Stercus, Coordena o C.P.T.A. – Centro de Pesquisa Teatral do Ator e o Festival de Teatro de Rua de Porto Alegre. Escreve o “Caderno de Teatro” para a revista ArteSESC.

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5 Respostas para “Sessão da classe apresenta: A FALTA, O ENIGMA E A COISA, por Alexandre Vargas

  1. Se sairmos da condição de Porto Alegre e olharmos para o Mundo é um texto absolutamente atual, é impossível não pensar na Líbia no Egito e na Africa do Norte!!! O Sucesso pode ser apenas um drink entre fracaçados…

  2. Onde anda a ignorância para acreditarmos em felicidade quando sentimos os cabos tencionando a embercação contra a correnteza do Guaíba? Sim. Atracados nesse Porto de alegrias fantasmagóricas enquanto fogueiras queimavam distantes na escuridão da esperança. Quem está livre dos vícios necessários? Quem afundará com a tripulação em pleno Porto Alegre?Chegou a hora, mas não há faca para cortar corda.

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